A Macieira.(Parte 1)
Todo dia acordo, e olho que continuo aqui, presa ao chão.
Tão quente é o Sol que ilumina-me ao amanhecer, e por todo o dia assim passa,até o cair da noite,e nela me conforto, fria, com quem junto a Lua me mostra,que frutos e futuros ainda posso criar.
Céu de estrelas, me mostram que não estou só. Queria eu poder conversar com todas vocês, mas de nada adianta falar, se não puderem ao menos me escutar.
Das nuvens, que choram lágrimas frias como gelo, quais escorrem sobre mim, faço minha companhia momentânea, queria poder vê-las todos os dias, mas o Sol não deixa.
Sombra ao jovem escritor que vem até aqui todos os dias,e sobre minhas raízes chora
um amor perdido, um jovem coração despedaçado. Conforto-lhe como um filho meu. Suas lágrimas e seu pesar, saciam a minha sede.
Um dia eu sonhei, que poderia ser como ele, andar, cantar, e chorar por alguém que amo.
Mas nada disso posso. Nem mesmo posso sentir o calor que vem dele.
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